MPF investiga prefeito de Parauapebas por suspeita de racismo religioso após vídeo com oferenda
Órgão abriu procedimentos nas esferas cível e criminal após publicação em que o gestor aparece chutando uma oferenda e fazendo declarações sobre religiões de matriz africana.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimentos nas áreas cível e criminal para apurar a conduta do prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto (Aurélio Goiano), por suspeita de racismo religioso.
A investigação teve início após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que o prefeito aparece chutando uma oferenda deixada em via pública e fazendo declarações relacionadas às religiões de matriz africana.
Segundo o MPF, as imagens podem indicar violação ao direito fundamental à liberdade religiosa, garantido pela Constituição Federal, além de possível enquadramento na Lei do Racismo. O órgão também destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece que elementos utilizados em rituais de religiões de matriz africana são protegidos pela legislação brasileira.
Na decisão que determinou a abertura da investigação, o MPF ressaltou que agentes públicos exercem influência sobre a sociedade e que manifestações desse tipo podem contribuir para a disseminação da discriminação religiosa.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Parauapebas não havia se manifestado sobre a investigação.
Redação Rádio Energia do Bem
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