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A Maldição da "Noite de Gala" no Futebol Paraense

Quando a festa antecipada no Mangueirão ou no Baenão vira pesadelo para Remo e Paysandu

A Maldição da "Noite de Gala" no Futebol Paraense
Imagem ilustrativa

O futebol paraense carrega uma mística dolorosa: quanto maior a expectativa da torcida, mais amargo costuma ser o apito final. A derrota recente do Paysandu para o Maringá, em um Mangueirão lotado e com status de grande celebração, foi apenas mais um capítulo desse enredo. Mesmo garantindo a classificação em 7º lugar para a segunda fase da Série C, o Papão deixou o campo sob a sombra da frustração em uma noite que era para ser inesquecível.


​Essa sina assombra os dois lados da Avenida Almirante Barroso. Anos atrás, o Paysandu viveu o ápice dessa contradição ao vencer o lendário Boca Juniors na La Bombonera pela Libertadores, para depois ser goleado no Mangueirão entupido de torcedores e acabo eliminado no jogo de volta. No lado azulino, a história não é diferente: ano passado, na reabertura do Baenão pela Série B, o Remo decepcionou com casa cheia. Já este ano, em um Mangueirão em êxtase e com a chance de finalmente sair da zona de rebaixamento da Série A, o Leão Azul voltou a tropeçar e desperdiçou pontos cruciais.


​Nem sempre a festa vira tragédia, mas o sufoco é garantido. O próprio acesso do Remo à Série A no ano passado, com o estádio lotado na última rodada da Série B, quase desandou quando o Goiás marcou primeiro e gelou a arquibancada — esse foi por pouco! É claro que ambos os clubes já conquistaram glórias gigantescas em noites de gala para a história do nosso futebol, mas transformar o jogo em celebração antes da hora parece atrair um pequeno azar que faz o torcedor paraense sofrer até o último segundo.


Por Jô Bragança 


Rádio Energia do Bem 

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